SANTANDER começa a financiar imóveis na planta. Veja como funciona
31/03/2022 - Mercado Imobiliário

O Santander entrou no mercado de financiamento de imóveis na planta. É o primeiro banco privado a oferecer a linha de crédito, antes disponibilizada apenas pela Caixa e pelo Banco do Brasil.
O novo financiamento começa a ser oferecido em dois empreendimentos de médio padrão da construtora Riva, que faz parte do grupo Direcional. O foco de futuras parcerias são empreendimentos que se enquadram na faixa 3 do programa habitacional Casa Amarela ou que se enquadram no SBPE.
A nova linha terá condições similares às oferecida pelo banco no financiamento tradicional. Será cobrada uma taxa de juros a partir de 9,49% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Só poderá ser contratada nos empreendimentos nos quais o Santander firmar a parceria com a incorporadora.
Sandro Gamba, executivo responsável pelos negócios imobiliários do banco, aponta que a principal vantagem do produto é dar previsibilidade ao mutuário e ao incorporador. "Ele consegue tomar a decisão de compra com todas as informações na mesa. Sem o financiamento no lançamento, ele fica à deriva de cenários de crédito que podem ser alterados ao longo dos anos até a conclusão da obra. Caso não consiga aprovar o crédito na entrega do imóvel, precisar realizar o distrato do bem".
Atualmente, por lei, os clientes que desistirem da compra de um imóvel negociado na planta, em regime de patrimônio de afetação, têm direito a receber 50% do valor já dado à construtora como multa para se desfazer do negócio, após dedução antecipada da corretagem. A devolução dos 50% dos valores será feita apenas depois de 30 dias da emissão do "habite-se".
A nova linha de crédito chega em um momento no qual é esperado que a taxa Selic pare de subir. Ou seja, o mutuário que contrata a linha agora tem probabilidade de contratar uma taxa mais baixa quando a obra for concluída. Contudo o executivo aponta que há sempre a opção de realizar a portabilidade do financiamento para uma instituição financeira que cobre menos juros.
O produto vem sendo pensado no banco pelo menos desde 2018, quando o banco realizou um projeto piloto em conjunto com a MRV. "Naquele momento não conseguimos ter as conversões e performance que esperávamos. Remodelamos e reavaliamos as condições", explica Gamba.
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